• Talita Lelis

Procura-se Business Partners

Por que ser parceiro do negócio é tão importante para sua carreira?



Se você fosse chamado para ser sócio de um negócio? O que seria importante saber e ter? Podemos listar algumas coisas por aqui:

  • Entender integralmente o funcionamento da operação, produtos, processos e desenho organizacional;

  • Compreender as maiores dificuldades da empresa, potenciais, perspectivas de mercado e objetivos estratégicos – seja de curto ou longo prazo;

  • Conhecer indicadores mais importantes: EBTIDA, custos fixos, variáveis, liquidez (dentre outros);

  • Identificar quais são as questões problemáticas em relação a cultura organizacional que impedem ou tornam muito lenta a obtenção de resultados: propósito, modelo de liderança, integridade, sustentabilidade…

  • Ser capaz de propor inovações para ganhos quantitativos e qualitativos do negócio;

  • Dividir lucros dos resultados – nada mais justo para quem contribuiu de fato com o crescimento do negócio, não é? =)

Agora vamos lá, pense na empresa que você trabalha ou trabalhou recentemente:


1. Se você fosse chamado para uma reunião estratégica, o quanto você poderia contribuir em cada tópico que listamos acima com o que você sabe hoje?

2. Se você fosse remunerado pelo quanto seu trabalho impactou de fato nos resultados da empresa, qual seria seu salário?



O que observamos é que os cargos mais estratégicos nas grandes empresas têm sido preenchidos por pessoas que dominam informações do negócio, conseguem ter a coragem de propor e executar mudanças e de fato contribuir para o atingimento de resultados. Talvez por isso, seja cada vez mais comum ver engenheiros no RH, administradores como gestores de TI e por aí vai. Aquele tal de “sentimento de dono” que os recrutadores tanto utilizam hoje nas divulgações das vagas de gestão também passam por esta perspectiva e visão sistêmica.


Um parceiro do negócio também precisa “navegar” em diversas áreas, estabelecer relacionamentos de confiança, influenciar e saber se colocar no lugar do outro

Mas não é só com o conhecimento desses indicadores que se faz um BP. Um parceiro do negócio também precisa “navegar” em diversas áreas, estabelecer relacionamentos de confiança, influenciar e saber se colocar no lugar do outro para que no final do dia saiba priorizar o que de fato é importante para a empresa (isso inclui pessoas, claro!) e não somente pensar nos resultados de uma área específica. O BP, por ter visão sistêmica do negócio, é “intrometido”, opina e sugere mudanças em toda a organização.


Então, pensando assim, é possível ter BPs em todos os níveis da organização?





Se você trabalhasse somente com BPs, seria mais fácil planejar ações e atingir metas? Quão ágil seriam seus processos e entregas? Em resumo, SER BP nada tem a ver com ter um cargo de BP e sim possuir (e estar disposto a aprender) conhecimentos e habilidades complexas – que variam de negócio para Negócio. Esse pacote técnico e atitudinal torna essas pessoas extremamente valiosas (high potentials - HIPOs) para a organização.


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Os modelos de BP desenvolvidos nos anos 80 e 90 que perduram até hoje (mesmo já tendo sido atualizados pelos teóricos responsáveis - pobre Dave Ulrich leva a fama até hoje) idealizavam uma estrutura de RH descentralizada que tem o propósito de atender áreas específicas do negócio e acabaram virando um “posto Ipiranga” (expressão roubada de uma amiga BP) ou seja, um RH generalista para cada área de negócio – agilizando processos de R&S, TD&E, DP (e outros) e um RH especialista para desenvolver novos processos e tecnologias. Nessa estrutura fica difícil ver um profissional de RH ser protagonista, pois se torna um “apaga fogo” quando o bicho pega na operação do negócio ou um especialista desconectado das reais demandas das áreas.


Não é à toa que grandes empresas Brasileiras como Itaú, Telefônica e Magazine Luíza resolveram mudar por completo seus modelos de BP para uma estrutura transversal, utilizando times ágeis para transformação e condução de novos processos e produtos para o negócio. O RH está em todo lugar como parceiro, assim como outras áreas de suporte, para que a comunicação seja fluida e times de diferentes áreas de conhecimento possam trabalhar juntos. Se tornar um BP não ocorre do dia para noite. É um posto a ser conquistado, seja em um nível micro, com seus pares e equipe, até que expanda para toda a organização e você possa ser reconhecido pelo conhecimento que possui e mudanças eficazes que proporciona para a empresa.


Se tornar um BP não ocorre do dia para noite. É um posto a ser conquistado, seja em um nível micro, com seus pares e equipe, até que expanda para toda a organização e você possa ser reconhecido pelo conhecimento que possui e mudanças eficazes que proporciona para a empresa.

Como profissionais, se queremos gerar valor a nossa carreira, construir e transformar, precisamos muito mais que um cargo de RH especialista ou generalista, mas sim de TODA uma equipe que pensa de fora para dentro (como bem pontua Dave Ulrich):

  • O que meu cliente/ sociedade precisa?

  • A partir disso, o que posso desenvolver e melhorar em meus produtos e cultura?

Pensar dessa forma com certeza dá muito mais trabalho, por outro lado, facilita no desenvolvimento de soluções únicas para cada negócio com propriedade e resultados muito melhores.


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